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foto: Adrovando Claro
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FOTOGRAFIA DE IMPRENSA

 

  Todos reconhecem a importância vital da fotografia na vida das pessoas. Está ela profundamente integrada no drama humano, registrando as minúcias da pesquisa historiográfica  que, por sua vez, incumbe-se de ajudar na produção de fatos que constituem a civilização.

   A fotografia, sem dúvida, registra e documenta as relações entre o homem, o mundo e as coisas, trazendo à tona de  forma materializada, as condições do ambiente social do qual se origina. A fotografia como documento e registro dos fatos sociais e da cultura histórica, adquire dimensão especial para o homem, quando lhe empresta sua contribuição.

   Nas páginas dos jornais e revistas a fotografia encontrou um caminho aberto para invadir cada vez mais nossas vidas: contamos com ela como certa e segura no jornal de amanhã, trazendo as imagens das notícias de hoje. Por razões óbvias, a fotografia sempre foi comparada a outras manifestações  que usam a imagem como meio de expressão, e não à comunicação verbal. Quando se quis substituir uma pela outra, ficou patente que elas eram linguagens complementares, e não equivalentes . Há imagens que não podem ser substituídas nem por um milhão de palavras, da mesma forma que elas não podem substituir a informação verbal. Elas nos atingem por caminhos diferentes e exatamente por isto se completam tão bem.

   Os repórteres-fotográficos são aqueles que vão ao encontro da notícia em um dado momento. Guiados pela intuição e pelo saber, chegam sempre uma fração de Segundo “antes”. São “porta-estandartes” da notícia visual. Há pouco tempo eram apenas “carregadores” das máquinas pesadas, seguindo os passos dos companheiros importantes: os homens de texto. Em época não muito distante, as fotos eram os “tapa-buracos” a ocupar as “janelas” deixadas pelo texto. Hoje, as imagens na imprensa são notícias, mas, vinculadas à palavra, ilustram e sustentam o texto; outras, de vida independente, estouram nas primeiras páginas do jornal. Ambas testemunhas dos momentos decisivos a demarcar o curso da história. Atrás de cada foto há um fato. Atrás de cada foto há um fotógrafo, e estes profissionais são de real importância. A tarefa do fotógrafo de imprensa é muitas vezes difícil. Ele não tem o direito de dar às costas à realidade, mesmo quando esta é agressiva demais.

    O fotojornalismo agrega a vida, os fatos e as emoções  do instante retratado. Não existe o fotojornalismo pronto; toda foto tem uma história, uma regra, sem esquecemos de que toda a regra tem suas exceções. O fotógrafo que capta imagens para reportagem, sempre anda com uma agenda ou uma caderneta para anotações que podem ser úteis no futuro. As fotos jornalísticas é o que nos induzem à leitura e à lembrança de fatos. A foto é boa quando comunica antes mesmo da legenda. Entre a legenda e a foto deve existir um casamento perfeito.

 

A PAUTA E O FOTOJORNALISMO EM REVISTAS, JORNAIS E INTERNET

 

    O  domínio da técnica fotográfica seja com câmaras manuais, Hi-tech ou digitais (luz, profundidade de campo, lentes, filmes, filtros, flash,etc) são base imprescindivel de trabalho. É a soma de técnica, estilo e talento: “dois anos de conhecimento geral e três de especialização”. Delimite sua area de atuação(especialidade) na fotografia. Em fotojornalismo a pauta sempre é a notícia, a informação. Isto é todo o cotidiano; um dia fotografando a favela, outro registrando a visita do Presidente da República em meio ao luxo extremo. Para o fotógrafo de imprensa, seja qual for o meio de comunicação(jornal, revista, internet), a foto é o resumo de um acontecimento que vai levar o leitor a descobrir a notícia.

 

    

    Na fotografia de imprensa a pauta( expediente predeterminado dos trabalhos do dia) deverá ter como regra geral, além de transmitir uma informação:

 

a)      bom colorido, cores firmes, texturas.

b)      um momento expressivo.

c)      composição e planos definidos.

d)      foto “limpa” sem interferência do fundo no assunto(a não ser proposital)

e)      momentos claros na hora do “clic”: dinamismo, clima, presença, agressividade, suavidade, flagrantes, etc. (Esportes – dinamismo e movimento; Paisagem – clima, planos de composição definidos; Comidas típicas – presença de cor)

f)        faça uma direção de fotografia(angulo das tomadas). Um roteiro(sequência a ser seguida): conjunto, detalhe, close, fantástico, documento, distorcido, abstrato,etc. Crie, procure angulos que outros fotógrafos não fariam. Evite o banal, não o simples.

g)      Além de fotógrafo procure ser sociologo, antropologo, naturalista,etc. Entre no assunto a ser fotografado, conheça-o com profundidade, saiba distinguir um assunto autêntico de um “turístico”. Fotografe os dois, porém saiba a diferença . Informe-se. Busque a fotografia na sua essência assim como as raízes da nossa cultura miscigenada. Procure os conhecedores do assunto. Avalie as informações.

h)      Procure auto-criticar seu trabalho. Isto lhe ajudará cada vez mais ter uma visão intuitiva de que as fotos produzidas  ficarão boas. Use toda a sensibilidade para ter a maior certeza possível que aquela foto é o orgulho do seu trabalho.

 

      Ao fotografar os aspectos básicos de qualquer pauta-pedido, os assuntos terão enfoque mais dirigidos, porém lembre-se as fotos produzidas deverão ser informativas e/ou criativas, técnicas quando o assunto exigir, dinâmicas, cores firmes, boa composição, a ponto do leitor sentir-se atraido pela notícia com a publicação da fotografia.

      Procure enxegar as fotos como informação, com visão jornalística e não como um simples fotógrafo. Ter sempre em mente uma situação potencial, isto se desenvolverá com o tempo e olhando outras fotos em jornais, revistas e internet. Em todo lugar existem situações potenciais para notícia, é só observar com outros olhos: de jornalista. A partir de agora o raciocínio é o seguinte:

a)      Para que esta foto poderá ser útil como informação?

b)      Qual o potencial de notícia desta foto?

c)      Como posso ser criativo nesta foto como informação?

Essas perguntas o tempo todo deverão estar em sua mente. Assim gradativamente poderá compreender melhor o universo da informação, transmitindo uma linha de pensamento na fotografia.

      

EXEMPLO DE PAUTA DE PRAIA E TURISMO

 

      A atualização fotográfica está sendo um problema grave nas editorias de revistas, jornais e informativos na internet. Nem sempre podem as redações enviar um fotógrafo pelo país afora nos dias de hoje, só para fazer uma material. Aí se recorrem aos ARQUIVOS FOTOGRÁFICOS. A cada dia mais as agencias fotográficas são solicitadas por diversas editorias para fornecer material atualizado do Brasil. Fotografia atualizada significa com menos de um ano.

      Algumas informações para fotografar uma pauta relacionada a praias e turismo.

    

 

     Como a proposta é chamar as famílias para visitarem as praias do Nordeste, por exemplo, as fotos precisam ser atraentes, peculiares e chamativas. Lembre-se: ao fotografar, olhar pelo visor com os olhos do leitor e não só do fotógrafo. A foto tem que chamar a atenção.

     Eis as dicas para fotografar esta pauta:

a)      lugares bonitos com infra-estrutura  para uma família passear.

b)      Lugares atrentes apesar de difícil acesso.

c)      Fotos que dêem a personalidade do lugar(farol, dunas, fauna, flora, tipos humanos, etc)

d)      Criatividade fotográfica: close de conchas, mar com ondas, espuma, vista do mar para a praia, coqueiros, pescadores, fotos simples e com bom gosto.

e)      Fotos das pousadas ou hotéis sem identifica-los, incluindo a praia, etc.

f)        Ruas, botecos, artesanato, detalhes arquitetônicos, turistas caminhando na praia, etc, se o lugar permitir. Cuidado com placas, números e cartazes que identifiquem época.

 

      “Seja cruel consigo mesmo”, esse é o melhor conselho que pode ser dado a um fotógrafo no momento em que ele vai efetuar a edição do seu trabalho. Descarte as fotos ruins sem piedade. Se você estiver achando que uma foto está mais ou menos , é por que ela não serve. Inclua como resultado de sua pauta somente as fotografias que você considerar realmente boas.

      Uma tática interessante é a de deixar as fotos “amadurecer” um pouco depois de tiradas. Deixar passar o envolvimento do momento, para depois julgá-las com isenção e objetividade, como se fossem de outra pessoa.

       Nós vemos muito mal as próprias fotos, e a única maneira de ter uma visão objetiva delas é através de outros olhos.

 

 

 

Bibliografia

 

Como fazer fotografia – Pedro Vasquez – Vozes/Ibase – 1986

Manual do fotógrafo – John Hedgecoe – Editora JB – 1982

O que é fotografia – Cláudio Kubrusly – Editora Brasiliense – l998

Direito Autoral Fotografia e Imagem – Paulo Oliver – Letrae e letras – 1991

Kino Fotoarquivo – 1997

Guia Completo de fotografia – John Hedgecoe – Martins Fontes - 1998

 

   

 

     

 

      

      

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